Produção agrícola do RN supera R$ 3,92 bilhões em 2025, aponta IBGE
Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 A produção agrícola do Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 3,92 bilhões em 2025, um crescimento de 8,65%...
Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 A produção agrícola do Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 3,92 bilhões em 2025, um crescimento de 8,65% em relação ao ano anterior, quando o valor havia sido de R$ 3,61 bilhões. Os dados são da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cana-de-açúcar foi o produto com maior participação no valor da produção agrícola do estado, com 19,36%. Na sequência aparecem a banana em cacho (18,62%) e o melão (18,51%). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Entre os municípios, Baraúna teve o maior valor de produção agrícola do estado, com R$ 415 milhões. O resultado foi puxado principalmente pelas produções de melão, mamão e banana. Alto do Rodrigues ficou em segundo lugar, com R$ 354 milhões, com destaque para banana, mamão e coco-da-baía. Touros apareceu na terceira posição, com R$ 235 milhões, impulsionado por banana, abacaxi e batata-doce. Apesar da queda na produção, o Rio Grande do Norte manteve a liderança nacional na produção de melão em 2025. O estado produziu 362.378 toneladas, 28,27% a menos que as 505.212 toneladas registradas em 2024. Mossoró continuou como o maior produtor de melão do país. A produção do município caiu de 218.373 toneladas para 109.200 toneladas, uma redução de 49,99%. A área plantada ou destinada à colheita também caiu pela metade, passando de 8,3 mil hectares para 4,2 mil hectares. Mesmo com a redução, o melão respondeu por 54,98% do valor da produção agrícola de Mossoró em 2025. Em 2024, a participação havia sido de 77,69%. Apodi, quarto maior produtor de melão do estado, também reduziu a área destinada à cultura, de 2 mil para 700 hectares. A produção caiu de 61.502 toneladas para 21.700 toneladas, uma redução de 64,72%. RN é segundo maior produtor de castanha de caju O Rio Grande do Norte também aparece entre os maiores produtores de castanha de caju do país. O estado ficou em segundo lugar no ranking nacional, com 19.640 toneladas produzidas em 2025, que geraram mais de R$ 105 milhões. O Ceará liderou a produção nacional, enquanto o Piauí ficou na terceira posição. No RN, Serra do Mel foi o terceiro maior produtor de castanha de caju do Brasil, com 8.512 toneladas e R$ 53,2 milhões em valor de produção. Apesar da posição no ranking, a produção potiguar de castanha caiu 35,76% em relação a 2024. O valor da produção também recuou, 28,01%. Novas culturas entram na pesquisa A PAM passou a investigar 14 novas culturas em 2025. Entre elas estão abóbora, milho verde, acerola, pimentão, alface e graviola, que foram identificadas no Rio Grande do Norte. O estado produziu 14.873 toneladas de milho verde, com valor de produção superior a R$ 35 milhões. A cultura foi registrada em 76 municípios. Santo Antônio teve a maior produção, com 3.120 toneladas, que renderam R$ 7,8 milhões. Touros, com 1.282 toneladas, Vera Cruz, com 1.240 toneladas, e Baraúna, com 1.228 toneladas, também tiveram produção relevante. A produção de abóbora chegou a 21.351 toneladas no estado, distribuídas por 37 municípios. Baraúna liderou, com 9.055 toneladas e mais de R$ 8,6 milhões em valor de produção. Touros produziu 5.853 toneladas e Rio do Fogo, 1.800 toneladas. Ao todo, a produção de abóbora movimentou mais de R$ 30,8 milhões no RN. Além do melão e da castanha de caju, o Rio Grande do Norte ficou em quarto lugar no país na produção de fava, mamão e melancia. O estado também ocupou a quinta posição na produção de maracujá e a sexta na produção de batata-doce e manga. Agora no g1